31 de julho de 2011

Saudades de Audrey Hepburn (Nova História Embaçada)

De qualquer forma, poderia tê-lo amado muito. E amar muito, quando é permitido, deveria modificar uma vida - reconheceu, compenetrado. Como uma ideologia, como uma geografia: palmilhar cada vez mais fundo todos os milímetros de outro corpo, e no território conquistado hastear uma bandeira.

Saudades de Audrey Hepburn (Nova História Embaçada)

Eu parado na porta às quatro da manhã. Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre cinzeiros cheios e garrafas vazias. Você indo embora. Eu indeciso entre beber um pouco mais ou procurar uma beata em plena devastação ou lavar copos bater sofás guardar discos mastigar algum verso adoçando o inevitável amargo despertar para depois deitar partir morrer dormir sonhar quem sabe. Você indo embora. Acordar na manhã seguinte com gosto de corrimão de escada na boca: mais frustração que ressaca, desgosto generalizado que aspirina alguma cura. Tocaria, o telefone? Você indo embora, fotograma repetido. Na montagem, intercalar. Você indo embora você indo embora. 

Saudades de Audrey Hepburn (Nova História Embaçada)

Pensa que pensa ou deveria pensar ou é como se pensasse qualquer coisa assim: porque é desse jeito mesmo que as pessoas se comportam quando não decifram nos olhos do outro nenhuma promessa ou convite.

Saudades de Audrey Hepburn (Nova História Embaçada)

Deve ter piscado, porque além de dinâmica, folclórica e levemente frenética, naquele momento a vida lhe pareceu também excessivamente colorida.

Sem Ana, Blues

E seria cruel demais para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele, bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa.

Sem Ana, Blues

De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca – de vodca, de lágrima e de café.

...

Acredite: o mundo dá voltas, e as pessoas que antes te ignoravam, amanhã podem implorar pela sua atenção.

Os falsos amigos são como sombras, só estão com você quando o sol brilha.

Codinome Beija-Flor

A Beira do Mar Aberto

Mas quando desvio meu olho do teu, dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha ou fatalidade, não importa, estamos tão enredados que seria impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes e talvez tenha inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece e tenha inventado quem sabe em ti um brinquedo semelhante ao meu para que não passem tão desertas as manhãs e as tardes buscando motivos para os sustos e as insônias e as inúteis esperas ardentes e loucas invenções noturnas, e lentamente falas, e lentamente calo, e lentamente aceito, e lentamente quebro, e lentamente falho, e lentamente caio cada vez mais fundo e já não consigo voltar à tona porque a mão que me estendes ao invés de me emergir me afunda mais e mais enquanto dizes e contas e repetes essas histórias longas, essas histórias tristes, essas histórias loucas como esta que acabaria aqui, agora, assim, se outra vez não viesses e me cegasses e me afogasses nesse mar aberto que nós sabemos que não acaba nem assim nem agora nem aqui.

A Beira do Mar Aberto

Até que o não-feito acumulado durante todo esse tempo cresça feito célula cancerosa para quem sabe explodir em feridas visíveis indisfarçáveis, flores de um louco vermelho na superfície da pele que recusamos tocar por nojo ou covardia ou paixão tão endemoninhada que não suportaria a água benta de seu
próprio batismo.

A Beira do Mar Aberto

E de novo então me vens e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque é assim que és e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim.

A Beira do Mar Aberto

E escapo brusco para que percebas que mal suporto a tua presença, veneno veneno, às vezes digo coisas ácidas e de alguma forma quero te fazer  compreender que não é assim, que tenho um medo cada vez maior do que vou sentindo em todos esses meses, e não se soluciona, mas volto e volto sempre, então me invades outra vez com o mesmo jogo e embora supondo conhecer as regras, me deixo tomar inteiro por tuas estranhas liturgias, a compactuar com teus medos que não decifro, a aceitá-los como um cão faminto aceita um osso.

A Beira do Mar Aberto

Mas é quando a pedra ou faca no fundo do meu olho afasta o teu é que te olho detalhado, e nunca saberás quanto e como já conheço cada milímetro da tua pele, (...) e tão dissimulado te espio que nunca me percebes assim, te devassando como se através de cada fiapo, de cada poro, pudesse chegar a esse mais de dentro que me escondes sutil, obstinado, através de histórias como essa, do mar, das velhas tias, das iniciações, dos exílios, das prisões, das cicatrizes, e em tudo que me contas pensando, suponho, que é teu jeito de dar-se a mim.

30 de julho de 2011

O Destino Desfolhou.

(...) a memória trapaceia, mesmo com a atenção voltada inteira para o centro seco daquilo que era denso e foi-se dispersando aos poucos, como se perdem o tempo e as emoções, poeira varrida, por mais esforços que faça, plena madrugada, sede familiar, telefone - mudo - não consegue lembrar de quase mais nada além disto tudo que tentou ser dito...

O Destino Desfolhou.

(...) do meu lado e para sempre, volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca.

Ser feliz e não importa o que se tenha que abandonar..

(...) tinha como prioridade a felicidade, o fundamento de todas as coisas advinha da alegria que ela sentisse, se algo não lhe proporcionasse prazer imediato, automaticamente ela se indispunha com aquilo e deixava para trás, poderia se disser que aquilo era precipitado, alguma forma de insegurança, para ela só tinha um motivo, se preservar...

É preciso o olhar de fora, para poder entender o que acontece dentro..

Eu não tenho parado de pensar nenhum minuto, tentando descobrir em qual momento eu te pisei quando tu veio me pedir desculpas, sendo que esse assunto pra mim é tão delicado e eu tenho tido um cuidado enorme para não te machucar ou para não dizer algo que possa parecer agressivo!
Nos últimos dias eu tenho sentido uma coisa tão gostosa em relação a nossa história, eu me lembro dos cuidados que a gente tinha um com o outro, e que apesar de ser meio egoistinha e querer todo o carinho do mundo de todos tu ainda assim cuidava de mim quando eu precisava de colo, ou quando eu tava de porre e sempre acordava no outro dia querendo a morte de vergonha! E de como eu tinha uma mania chata de ficar mexendo em ti, chegava até ser um hobby, adorava! Hoje eu sinto falta de enrolar o teu cabelo e do cheiro da tua pele, dos jogos de futebol, são as lembranças que ficaram de nós e que eu jamais vou esquecer, nem que tentasse.
Me lembro do jeito que tu acordavas de manhã e daquela alegria toda que tu tinhas que chegava a me irritar!
E tu pode até bancar o crápula sem coração pra mim e tentar manter pose de mau, mas... Eu sei, e eu posso dizer que conheço bem o coração enorme que tu tem! Meio leviano, mas enorme! E da pessoa que trás excessos de felicidade a todos, que tem um carisma gigantesco!
Tu sabes dessa mania que eu tenho de embelezar as coisas em textos porque eu acho que dizer elas é tão difícil. Sempre foi ao menos pra mim!
Eu me importo muito contigo e eu tenho feito um baita esforço para fazer com que a gente tenha uma amizade e que ela seja tão especial quanto à nossa história já que essa não vingo. Eu não sei se alguma vez eu te magoei, mas se o fiz te peço desculpas. Jamais faria isso de forma consciente ou proposital. E se eu faço as criticas, não é pro teu mau, jamais, mas eu sei que tu tens futuro cara e tu também sabes disso, só que às vezes acho que esquece!



(Achado nos meus documentos, texto de 12 de fevereiro de 2011. Não podia se perder.)

27 de julho de 2011

é isso ai.. ASDOIADHOAIH [2]

- Ele: As regras são as seguintes: Segundas e terças eu tomo café com os amigos, quarta vou jogar bola , quintas e sextas cinema com a turma, sábado boliche com a galera e domingo eu durmo cedo pra descansar. Se quer quer , se não quer azar.
- Ela responde:  Comigo a regra é só uma: Na minha casa tem sexo todas as noites, quem está, está. Quem não está, azar!

é isso ai.. OHDOASIHSOIA


Um casal foi entrevistado num programa de TV porque estava casado há 50 anos e nunca tinha discutido.
O repórter, curioso, pergunta ao homem:
- Mas vocês nunca discutiram mesmo?
- Não.
- Como é possível isso acontecer?
- Bem, quando nos casamos, a minha esposa tinha uma Gatinha de estimação que amava muito. Era a criatura que ela mais amava na vida. No dia do nosso casamento, fomos para a lua-de-mel e minha esposa fez questão de levar a gatinha. Andamos, passeamos, nos divertimos e a gatinha sempre conosco. Um certo dia a gatinha mordeu minha esposa.
A minha esposa olhou bem para a gatinha e disse:
- Um.
Algum tempo depois a danada da gatinha mordeu minha esposa novamente
A minha esposa olhou para a gatinha e disse:
- Dois.
Na terceira vez que a gatinha mordeu minha esposa, ela sacou 'um 38' e deu uns cinco tiros na cabeça da gatinha.
Eu fiquei apavorado e perguntei:
- 'Sua ignorante, desalmada, maluca, porque você fez uma coisa dessas?'
A minha esposa olhou bem para mim e disse:
'- Um.'
Depois disso... nós nunca mais discutimos.

22 de julho de 2011

Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.


21 de julho de 2011

’ Pra mim e para minha geração, discos e livros eram testemunhas físicas de nosso crescimento. Cada palmo conquistado nas prateleiras da casa correspondia a um mundo interior mais rico.'

19 de julho de 2011

Minha menina?!

Eu sempre uso o ‘nós’ porque acho injusto despejar em cima de uma pessoa só, até porque não é unilateral, o que a gente viveu foi um pouco dos dois. Das imaturidades, medos e inseguranças, talvez por isso não conseguimos nos levar adiante, o que eu lamento profundamente, pois, no meu entendimento o que foi vivido nesses meses em que estivemos juntos foi mais do que essa coisa desastrada a qual nem sei dar nome, eu posso definir o que eu sinto, pela tua pessoa, mas hoje não vou fazer isso (sim, hoje eu ainda escrevo sobre nós)... Hoje eu vou falar da impressão que tenho de quando estávamos juntos e olha, em primeira mão posso dizer que é algo mais do que especial, até raro eu diria, e me causam lágrimas nos olhos a imagem que me vem quando penso na dupla inteligentíssima que formávamos, quando as idéias eram expostas não só em publico, mas na nossa intimidade e que se encaixavam parecendo peças de um quebra-cabeça. E que quando estávamos entre amigos não havia pessoas mais engraçadas e divertidas que pudessem nos superar, a minha risada alta e escandalosa completando as tuas piadas sem graça faziam de nós dois grandes comediantes, e não tenho duvidas que se tivéssemos que encarar um evento do escalão que fosse, nós nos sairíamos perfeitamente bem, pois tínhamos uma desenvoltura em nos portarmos em publico que nos dava uma imagem superior a qualquer galã de cinema, é eu acho que a gente fazia juz aquilo que sempre dizem das metades da laranja, nem maior nem menor, mas milimetricamente encaixados, tanto que quando tu vinhas com aquela intenção marota de aprontar eu já te deduzia e te desvendava o que te fazia pensar que eu era esperta, quando na verdade, pra mim, nós estávamos em perfeita sincronia. ‘Minha Menina – Maskavo’, ouvi pra ver se combinava com nós, como tu havias me falado, e me identifiquei com um dos trechos que diz assim: ‘Prá pensar em você tenho todas as razões...’ e é verdade, eu digo que posso viver feliz sem te ter comigo, mas não sou completa, e me dói saber que mesmo tendo consciência disso não possa mudar essa condição. Infelizmente por obra do destino ou de alguma força superior ou contrária, nem nas cartas acreditam que a gente possa ser feliz, juntos, embora eu acredite cegamente que seriamos esplendidos. Me lembro até de um comentário de um amigo que viu uma foto nossa e me disse algo que me marcou bastante, ele falou assim: ‘como tu tinha um sorriso feliz nessa época.’ Fiquei sem saber o que falar.
E eu vejo, de longe, essas meninas com quem tu te envolve que te dão todas as coisas que tu quer e gosta e que se fazem de cegas e surdas para não te perderem, e me da uma raiva, porque eu me lembro de como eu te chingava quando tu fazias algo errado ou que eu não gostasse, ou quando tu bebias de mais, mesmo que eu te acompanhasse quase sempre. Ah já ia me esquecendo que... Quando me lembro de nós, me vem na memória aquele espírito velho que tínhamos, cultos falando de todos os assuntos possíveis, de política a religião, críticos de algum filme, amantes incontestáveis da noite e de um bom vinho para acompanhar. O que seria de nós dois se envelhecêssemos juntos?! Ahahahahah
Isso não é uma declaração nem algo meloso deste tipo, é um desabafo denunciando a minha infelicidade perante a vida, por ter sido tão injusta em me deixar andando por ai capenga, tendo a minha outra metade ‘Nem tão perto quanto eu gostaria, nem tão longe.. ‘
E dizem assim: ‘tu é idiota em evidenciar as coisas que tu sente, ele nunca vai te valorizar se tu ficar falando essas coisas pra ele.’ E não digo nada, mas também não me engano e não engano ninguém quando digo que amor eu não posso dar mais porque o amor que eu tinha já foi presenteado a alguém. Agora o que foi feito... Só acho que não foi bem aproveitado porque eu ando meio vazia de sentimentos. E às vezes, como agora, eu sinto uma dor um pouco forte de aturar, sabe?! Mas por sorte amanhã é outro dia e tudo volta a ser como era.
O que eu sinto é muito forte, e pra mim muito bonito mesmo que para outros seja deprimente e um vicio meio doentio em sofrer por outra pessoa que nem liga pra mim, então por favor, não desperta isso se não for algo sincero e sério da tua parte, não deixa aflorar, mais do que já é, porque pra mim dói tanto saber que toda essa intensidade de coisas que eu sinto e que pra mim são tão importantes e valorizadas e que eu tenho que guardar tão pra dentro de mim é usada pra brincadeira de alguém que só quer satisfazer o próprio ego.

Atenciosamente,
Isabelle Baginski.




 "Então não o ama mais? - Amo. Só guardei isso num cofre. E tranquei. E esqueci a senha. Não porque quis. Foi preciso." Caio F.

P.S.: Eu te amo (Cartas)

1ª carta:

Oi, amor. Supresa! Sei que isso deve parecer um pouco mórbido, mas detesto pensar que não estarei aí para ver você pirar por ter feito 30 anos. Quero morrer por não estar aí. Engraçado! Está bem. Não, não é. Vai ficar impressionada. Tenho um plano. Dá pra acreditar? Escrevi cartas pra você. Cartas que chegarão de tudo que é jeito. Pensei em esperar até seu aniversário, pois achei que não ia sair de casa por um tempo. A carta número um vai chegar amanhã. Você tem que fazer o que eu disser, certo? Certo? E não tente descobrir como as cartas chegam. É um plano inteligente e iria estragá-lo. Coopere comigo nessa. Porque a questão é que eu ainda não posso dizer adeus. Então para começar quero que você se arrume e saia para comemorar esta noite. Saia com suas amigas libero você de uma festa em família, sobretudo sua mãe. Puxa, sua mãe está aí, não está? Merda. Desculpe Patricia. Não é que eu não goste de você. Mas ela precisa fazer umas loucuras. Coma uma fatia de bolo, ponha seu vestido de festa e saia do apartamento. Denise planeje algo. Deixe-me com o John, está bem?Saiba que onde quer que eu esteja, estou com saudades.Feliz aniversário. Eu te amo.

2ª carta:

Evite hematomas e compre um abajur. E lembre-se: uma diva da discoteca tem que estar bem produzida. Vá comprar uma roupa de arrasar. Na próxima carta vai precisar dela. Sei que detesta seu trabalho, mas vou ajudar. Procure um sinal vai saber o que fazer. P.S.: Eu te amo.

3ª carta:

Vamos lá diva da discoteca! Karaokê este mês. Pode ser recompensada. P.S.: Eu te amo.

4ª carta:

Minha jaqueta de couro é pra você. Sempre gostei de como ela fica em você. Mas do resto das minha coisas você não precisa. Faça um espaço pra você nessa droga de apartamento. Chegou a hora. P.S.: Eu te amo.

5ª carta:

Peça para John lhe levar nessa agência de viagens que está escrito aí! Chegando lá procure por Bárbara, ela irá lhe ajudar! P.S.: Eu te amo.

6ª carta:

Para Sharon: Oi mãezona. Faça com que meu amor se divirta. Você e John façam tudo o que quiserem, sempre que quiserem. E façam meu amor fazer coisas legais. Quero que a levem para pescar. E para você um  beijão como daquele cavalinho suado.

7ª carta:

Para Denise: Denise, leve Holly ao Whelan’s, meu bar favorito. Dá para ouvir música boa, ver gente bonita. E, Denise você vai pro céu por ser amiga do meu amor. Estou providenciando tudo aqui pra você. Há uns    homens sexys a sua espera. Eu soube que Ben Franklin parece um cavalo de corrida! Amo você.

8 ª carta:

Para minha garota de Galway. Você é um anjo por visitar meus pais. Eu falei que minha mãe não odiava você. Bem, não mais. Está sentada no meu forte, onde tive meus grandes pensamentos. Foi aqui que fiquei  pensando em você, logo que nos conhecemos. No início, você não parecia real. Eu nunca tinha visto tantas cores numa garota. Mas você combinava com aquele lugar. Você e todas as suas cores. Lembra-se da  primeira coisa que você me disse? (Estou perdida.). Ah você não parecia perdida. A mim não parecia. A história de não conversar não durou muito. Em pouco tempo, não conseguia fazer você parar de falar. Mas  você era uma graça tentando me impressionar com William Blake e seus grandes planos. Eu não fazia idéia do que você estava falando… mas estava adorando seu jeito de falar. Na verdade não entendia nada. Eu me  apaixonei por você naquele instante. A vida havia mudado. E agora mudou de novo amor. Não é de mim que eu me preocupo que você não se lembre. Mas não se esqueça da garota espontânea que você era. “Meu  negócio é criar. O que a gente faz não importa”. Você me disse isso, lembra-se? P.S.: Bem, vá para casa. Descubra. Descubra aquela coisa que torna você uma pessoa única. Eu vou ajudar. Procure um sinal. Se precisar  arrumar um emprego para viver, seja realista, amor. Não pode ser agente secreta, e não existem caça-vampiros.

9ª carta:

Querida Holly, eu não tenho muito tempo. Não digo literalmente. Você foi comprar um sorvete e vai voltar logo. Mas tenho a impressão de que é a ultima carta. Porque só resta uma coisa a lhe dizer. Não é para se  lembrar sempre de mim ou comprar um abajur, você pode se cuidar sem a minha ajuda. É para lhe dizer como você mexeu comigo, como você me mudou. Amando-me, você fez de mim um homem, Holly… e por isso  eu sou eternamente grato. Literalmente. Se pode me prometer algo prometa que… sempre que você se sentir triste ou insegura… ou que sua fé vacilar… você vai tentar olhar pra si mesma com meus olhos. Obrigado  pela honra de tê-la como esposa. Não tenho do que lamentar. Tenho muita sorte. Você foi minha vida Holly, mas eu sou apenas um capítulo da sua. Haverá mais. Eu prometo. Portanto aqui vai meu grande conselho.  Não tenha medo de se apaixonar de novo. Fique atenta àquele sinal de que não haverá mais nada igual. P.S.: Eu sempre te amarei.

10ª carta:

De: Holly Para: Gerry 
Querido Gerry, disse que queria que eu me apaixonasse de novo. E talvez um dia eu me apaixone. Mas existem tantos tipos de amor. Esta é minha única vida… e é maravilhosa e terrível, curta e  interminável… e ninguém sai dela com vida. Não tenho planos, mas está na hora de a minha mãe rir de novo. Ela nunca viu o mundo. Nunca viu a Irlanda. Então, vou levá-la aonde começamos. Talvez agora ela  entenda. Não sei como você fez isso, mas você me trouxe de volta à vida. Logo vou lhe escrever de novo. P.S.: Adivinhe!

13 de julho de 2011

Preciso tanto te encontrar..

Aparece...
Preciso tanto te encontrar
O teu corpo
É o mar que eu quero me afogar
O teu cheiro é o ar que eu quero respirar
Vem com o teu fogo me queimar de amor
Meu desejo do teu lado
É amar e ser amado
Te achar e me perder
Me entregar pra esquecer
Essa vontade louca
Que hoje sinto de você.

3 de julho de 2011

O Destino Desfolhou.

Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.



2 de julho de 2011

Linda, Uma História Horrível.

Anônima, sem laços nem passado. Para sempre, para nunca mais. Até a morte de qualquer um dos dois, teve medo. E desejou. Alívio, vergonha.
- Vá dormir - pediu. - É muito tarde. Eu não devia ter vindo assim, sem avisar. Mas a senhora não tem telefone.
Ela riu: na porta.
Ela sentou à frente dele, o robe abriu-se. Por entre as flores roxas, ele viu as inúmeras linhas da pele, papel de seda amassado. Ela apertou os olhos, espiando a cara dele enquanto tomava um gole de café.
- Que que foi? - perguntou, lenta. E esse era o tom que indicava a abertura para um novo jeaito. Mas ele tossiu, baixou os olhos para a estamparia de losangos da toalha. Vermelho, verde. Plástico frio, velhos morangos.
- Nada, mãe. Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade. Da senhora, de tudo.





Linda, Uma História Horrível.

Só ameaço, ela respeita. Coitada, quase cega. Uma inútil, sarnenta. Só sabe dormir, comer e cagar, esperando a morte.