Caro amigo,

Hoje eu pensei em tudo que aconteceu comigo, as vezes eu penso demais, e tento achar soluções para problemas que eu não posso resolver, estou cansada!
Falamos uma vez de como as coisas mudam e o mundo hoje amanhã já não está o mesmo, e que assim as mudanças se sucedem repentinamente todos os dias, muitas vezes nos deixando no meio do caminho perdidos. Porque até ontem você teria que virar naquela esquina a esquerda, mas agora aquele caminho virou uma rua sem saída, e a saída está em procurar outro caminho. Você se perde e se desespera, ansioso age por impulso e acaba fazendo coisas das quais segundos depois você se arrepende, infelizmente não se pode retroceder. Eu nem sei sobre o que eu escrevo, até me admiro que alguém leia o que está escrito aqui, começo qualquer coisa de uma forma e termino em um sentido oposto, sem sentido, mas sempre tratando do mesmo assunto.. Meus medos, inseguranças, problemas.. enfim. O problema é que por mais que eu ache que deva fazer tal coisa, que ouça as pessoas me dizerem que assim é melhor pra mim, que elas se importam e etc.. Não quero mais ouvir ninguém, não quero mais pensar no que é melhor ou pior, nem agir de forma mais sensata e consciente. Eu simplesmente quero fazer o que meu coração pede desesperado que seja feito. Todos os dias ele me pede a mesma coisa. O meu cansaço se encontra nessa luta constante do que é melhor, do que os outros pensam ser melhor, do que eu acho que seja o melhor e do que faz meu coração se sentir melhor! Em que ponto você pode saber que a sua luta é em uma causa perdida? Em que momento aquilo que você planejou já não se encaixa mais nos seus novos planos? Como você pode ter certeza que abandonando o que até ontem era tudo para você porque os outros acham que isso é o melhor a ser feito pela sua vida, pela sua sanidade é o melhor a ser feito? Estou cansada das pessoas de fora da história, que não conhecem meus parágrafos acharem que o ponto final é melhor naquela frase. Eu escrevo cada linha da minha vida conforme o meu sentir, o que se passa dentro de mim, minhas angustias, meus traumas, necessidades, carências.. ninguém pode saber, porque nem sempre se revela as coisas como realmente são, você se preserva. Eu acho que como escritora da minha história eu tenho o direito de decidir quando um capítulo chega ao fim. Em que ponto final ele se termina com mais emoção. Então não basta impor escolhas para que eu opte por isto ou aquilo, o meu coração na hora que estiver escrevendo aquela parte da minha vida, vai saber o que fazer, o que contar para quem me lê! Não adianta as pessoas tentarem me persuadir a fazer da minha vida um resumo. Eu quero um livro. E quem dita a pontuação sou eu, mesmo tendo erros ortográficos, eu sei onde é o lugar de cada ponto. Obrigada pela compreensão!

I.

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