9 de outubro de 2011

Então que todos vejam...


Talvez eu mostre esse texto pra alguém, talvez poste no blog para que todos possam ler, mas eu tenho achado as coisas que eu escrevo ao longo de todo esse tempo um tanto confusas, eu começo com algum tipo de assunto ou queixa e termino com algo totalmente diferente. Hoje eu vim pra falar de alguém que tá fazendo parte da minha vida, não sei por quanto tempo, nem faço planos... Mas nesse momento é ele que me entende MUITO. E não sei se ele realmente conhece minhas reações, ou entende de signos, mas sempre que algo me incomoda ou que o meu humor está péssimo (muito freqüentemente inclusive) ele se afasta e da tempo para que minha tempestade se torne calmaria e então volta, ele tem toques suaves, e ciúmes bobos que me deixam a vontade, me deixam segura e ele também é segura quanto a nós. Já viveu mais que eu e isso dá a ele mais vantagens para lidar com as minhas crises de adolescente. Constantemente me porto como uma, e me sinto até envergonhada com isso, mas ai ele olha pra mim e ri, como se tudo aquilo fosse bobo demais e eu fico com mais vergonha (risos), de uma paciência enorme, eu posso fazer o inferno na terra e ele se mantém firme, sem se estressar e eu o admiro por isso, e o admiro mais ainda pelo pai que ele é, em outras ocasiões já o quis dizer, mas nunca tive oportunidade, então escrevo. Se existem duvidas dele em relação à forma que age como pai eu o digo que erros todos cometem, mas que ele está no caminho certo, quem dera meu pai tivesse sido pra mim a metade do que ele é para os filhos dele. E então todos se apavoram ao ler que ele tem ‘filhos’, logo eu tão nova, que dizia que nunca me envolveria com homens mais velhos. Sim, eu me envolvi. E não me arrependo, tirando aquela sensação de ‘meu Deus o que eu to fazendo com esse cara?’ tão diferente de mim, com propósitos e expectativas diferentes de tudo o que eu possa imaginar agora. Com milhares de experiências a mais do que, eu tão infantil, com tanto pra amadurecer e aprender. Todos os dias sinto vontade de correr na direção oposta, mas nem que eu quisesse, eu vivo com esse homem todos os dias. Eu tento me manter menos envolvida possível, mas confesso que adoro saber que posso contar com ele, principalmente quando eu vejo um problema enorme e faço uma tempestade em copo d’água e quando conto pra ele aquilo se dissolve e parece tão pequeno perto de todas coisas pelas quais eu ainda vou ter que passar. Não sei se ele tem idéia de tudo o que é pra mim, eu nunca lhe mostrei algo que eu tenha escrito sobre ele, também não gostaria de alimentar o ego dele lhe mostrando isso, mas ele não é mais guri, é um homem, talvez ele mereça essas palavras. Talvez eu o magoe com a minha inconstância, eu não sou mulher ou não tenho a maturidade de uma, nem sei se um dia eu terei. Não sei conviver em relacionamento, não sou boa em passar segurança a ninguém de nada, eu sinto necessidade de atenção o tempo todo, de todos, mas isso, acho que posso dizer, é algo da minha personalidade, ou do meu ego sempre faminto e orgulhoso, mas também... Essas pessoas das quais eu ganho atenção, elas são externas, ele não... Ele é interno, a atenção de todos os outros é mero resultado do meu jeito de ser a dele é uma conquista que eu faço questão de manter, todos os dias, ao longo do meu dia.

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